Poder Executivo Municipal

Equipe de Ubatuba faz visita técnica a projeto de abordagem social

Equipe de Ubatuba faz visita técnica a projeto de abordagem social

A troca de experiências entre municípios tem se consolidado como uma estratégia importante para o aprimoramento dos serviços públicos. Com esse objetivo, na última sexta-feira, 13, equipes da Secretaria de Assistência Social e da Secretaria de Segurança Pública de Ubatuba realizaram uma visita técnica ao município de Caraguatatuba para conhecer a metodologia de abordagem social voltada à população em situação de rua.

Durante uma manhã de imersão junto à equipe local, os representantes de Ubatuba acompanharam, na prática, o funcionamento de um modelo de atuação ampliado e multidisciplinar, estruturado para oferecer atendimento integrado ao usuário. A proposta permite que diferentes frentes de serviço sejam acessadas em um único momento, reunindo ações das áreas social, de saúde e de segurança pública.

A visita teve caráter institucional e buscou observar como municípios vizinhos têm enfrentado desafios semelhantes, reunindo subsídios que possam contribuir para o aperfeiçoamento das políticas públicas em Ubatuba.”A análise de experiências externas permite repensar estratégias e identificar possibilidades de reorganização dos serviços, com foco na melhoria do acolhimento e do atendimento à população em situação de rua”, destacou a coordenadora do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), Luana Barbosa.

Em Caraguatatuba, a experiência é avaliada pela gestão local como estratégica para a consolidação de um atendimento integrado. “O trabalho envolve ações de busca ativa e visitas regulares, com foco na promoção de saúde, dignidade e cidadania, articulando equipes técnicas com o apoio das forças de segurança e da rede de saúde”, pontuou o secretário de Assistência Social do município, Marcelo Paiva.

Além disso, o programa permitiu que as ações deixam de ocorrer de forma pontual e passam a ser realizadas de maneira contínua, com operações integradas semanais.

“Ruas da Esperança”

Na prática, o modelo observado é baseado em uma atuação intersetorial e coordenada. As equipes se organizam a partir da Secretaria de Segurança Pública e realizam abordagens em pontos prioritários da cidade, como praças, viadutos e áreas de circulação. O processo inclui a identificação das pessoas em situação de rua, escuta qualificada, triagem de saúde — com participação de profissionais ligados ao atendimento em saúde mental e dependência química — e encaminhamentos para serviços como Centro Pop, unidades de acolhimento, comunidades terapêuticas ou retorno à cidade de origem.

Considerado uma rede de serviços articulada, o programa “Ruas da Esperança” envolve desde atendimento básico, como alimentação e higiene, até suporte jurídico e acompanhamento especializado. A atuação conjunta entre as secretarias permite que as demandas sociais sejam atendidas enquanto as questões relacionadas à segurança pública são monitoradas de forma paralela.

Dados apresentados pela equipe de Caraguatatuba indicam que, em uma única ação, foram realizados encaminhamentos para acolhimento institucional, internação e oferta de vagas para pernoite. O município contabiliza mais de 500 pessoas cadastradas em situação de rua, e o trabalho é conduzido com base na oferta contínua de serviços, respeitando a autonomia dos indivíduos e mantendo a disponibilidade de atendimento mesmo nos casos de recusa inicial.

Ainda segundo a Secretaria de Assistência Social de Caraguatatuba, a iniciativa tem despertado o interesse de municípios da região, e a visita da equipe de Ubatuba integra esse movimento de aproximação institucional. A troca ocorre por meio da observação das operações em campo e do diálogo entre gestores, com o objetivo de fortalecer as políticas públicas em âmbito regional, considerando que a questão da população em situação de rua envolve, em muitos casos, a circulação entre cidades.

Para o secretário de Segurança Pública de Ubatuba, Nilson dos Santos, a visita possibilitou o acesso a informações sobre a estrutura das ações, os órgãos envolvidos, os procedimentos adotados e as estratégias de reinserção social. “A partir das observações realizadas, as equipes técnicas devem sistematizar os dados coletados e avaliar a viabilidade de adaptação das práticas à realidade local”, finalizou o secretário.

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