
Após a emissão de um alerta epidemiológico pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, a Vigilância Epidemiológica de Ubatuba (Viep) orienta a população a verificar a situação vacinal contra o sarampo.
A medida foi adotada depois da confirmação de três casos da doença na capital paulista, todos em crianças, sendo duas sem vacinação. Os casos foram confirmados por exames laboratoriais e seguem em investigação epidemiológica.
O sarampo é uma doença infecciosa viral de alta transmissibilidade, o contágio acontece por gotículas eliminadas ao falar, tossir, espirrar ou respirar. Assim como outras doenças, a vacinação é a principal forma de prevenção e permanece como a estratégia mais eficaz para evitar a circulação do vírus e reduzir o risco de surtos.
De acordo com o Calendário Nacional de Vacinação, todas as pessoas de 12 meses a 59 anos têm indicação para receber a vacina contra o sarampo. Crianças devem receber a primeira dose da vacina tríplice viral aos 12 meses e a segunda aos 15 meses, preferencialmente com a vacina tetraviral. Pessoas de até 29 anos precisam comprovar duas doses da vacina, enquanto aquelas com idade entre 30 e 59 anos devem ter pelo menos uma dose registrada. Adolescentes e adultos com esquema incompleto ou sem comprovação vacinal devem procurar uma Unidade Básica de Saúde para iniciar ou completar a imunização. Trabalhadores da saúde devem comprovar duas doses da vacina, independentemente da idade.
Na rede pública estão disponíveis as vacinas tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, e tetraviral, que também inclui proteção contra a varicela (catapora). Em situações de bloqueio vacinal, pode ser utilizada ainda a vacina dupla viral, que protege contra sarampo e rubéola. A vacina tríplice viral é contraindicada durante a gestação e, quando indicada, deve ser administrada após o parto.
Em Ubatuba, as coberturas vacinais da tríplice viral este ano apresentam índices inferiores aos registrados no mesmo período do ano passado. Em 2026, considerando os dados consolidados até maio, a cobertura da primeira dose está em 88,6%, enquanto a segunda dose alcança 61,9%. No mesmo período de 2025, esses percentuais eram de 94,9% e 87,8%, respectivamente. “A redução também é observada em outras vacinas aplicadas aos 12 e 15 meses de idade, por isso, destacamos a necessidade de manter a vacinação em dia para ampliar a proteção da população”, alertou a enfermeira coordenadora da Viep, Alyne Ambrogi.
Os principais sintomas do sarampo incluem febre alta, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza e conjuntivite. Ao apresentar esses sinais, especialmente após viagens ou contato com pessoas que estiveram em locais com circulação do vírus, a orientação é procurar atendimento em uma unidade de saúde.
Todas as salas de vacinação do município permanecem abastecidas com as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação e podem ser procuradas conforme horário de funcionamento de imunização de cada unidade. Pais, responsáveis, adolescentes e adultos de até 59 anos devem conferir a caderneta de vacinação e atualizar o esquema vacinal, pois a doença já foi uma das principais causas de mortalidade infantil em nível mundial”, relembrou Alyne.
De acordo com o Ministério da Saúde, apesar dos avanços significativos no controle e prevenção por meio da vacinação, o sarampo ainda representa um desafio para a saúde pública, especialmente em regiões com baixas taxas de imunização.