Preocupada em ter uma visão ampla sobre o cenário dos territórios em Ubatuba, a Secretaria de Assistência Social de Ubatuba continua trabalhando no desenvolvimento do Diagnóstico Socioterritorial. Na última quinta-feira, foram realizados mais dois encontros na para mapear as principais vulnerabilidades e condições de vida da população local. Desta vez, a equipe esteve na Casa de Passagem: de manhã, com os beneficiários e, à tarde, com os profissionais da unidade.
Até agora, já foram realizados 10 encontros em 06 unidades socioassistenciais do município, como o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), os três Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), o Serviço de Acolhimento para Crianças e Adolescentes (SAICA) e a Casa de Passagem. E estão previstos mais 07 encontros em 04 unidades, junto à equipe da Vigilância Socioassistencial, para contribuir com o documento.
O diagnóstico é um instrumento técnico de pesquisa e análise utilizado para subsidiar o planejamento, a gestão e a avaliação das políticas públicas, especialmente no âmbito do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). O trabalho pretende identificar serviços e benefícios disponíveis, situações de desproteção, violências, violações de direitos, demandas não atendidas e demais necessidades da população. Após essa etapa, as informações serão consolidadas em um relatório final, com previsão de publicação e apresentação do Diagnóstico Socioterritorial em dezembro.
“Com o diagnóstico em mãos, o município consegue tomar decisões bem informadas. Ele mostra o que é prioridade, ajuda a organizar os serviços da prefeitura e garante que o dinheiro do orçamento seja gasto do jeito certo”, pontuou a secretária de Assistência Social, Silvia Issa.
Os encontros discutem temas relacionados às demandas não atendidas, à avaliação da qualidade dos serviços ofertados e aos desafios e potencialidades das ações desenvolvidas pela rede socioassistencial. A participação de trabalhadores e beneficiários busca incorporar diferentes perspectivas ao levantamento e contribuir para a análise das necessidades identificadas no município.
“A ideia é fazer o Diagnóstico Socioterritorial ainda esse ano, para impulsionar e enriquecer a execução do Plano Municipal de Assistência Social em 2027”, finalizou o sociólogo da pasta, Uirá de Freitas.