
Com ações voltadas à educação ambiental, preservação e valorização da biodiversidade, Ubatuba iniciou nesta quinta-feira, 22, a programação do 15º Festival da Mata Atlântica (FEMA). O primeiro dia contou com plantio de espécies nativas na CEI Corsino, no bairro Estufa II.
O festival é promovido pela Secretaria de Meio Ambiente, em parceria com instituições de pesquisa, organizações da sociedade civil, apoiadores e comunidades tradicionais. A programação segue até o dia 06 de junho, reunindo atividades voltadas à educação ambiental, conservação da natureza, cultura, ciência e valorização dos saberes tradicionais.
Criado em 2010, o FEMA busca integrar ações socioambientais, conhecimento científico e participação comunitária em torno da preservação da Mata Atlântica. Desde 2014, o evento também abriga a Semana do Mar, iniciativa realizada em parceria com o Aquário de Ubatuba, Instituto Argonauta e Fundação Projeto Tamar.
“O 15º Festival da Mata Atlântica começa hoje e segue até o dia 06 de junho, encerrando junto com a Semana do Mar. Teremos diversas atividades, como cinema socioambiental, visitas a aldeias indígenas, vivências em comunidades quilombolas e ações educativas. Um dos grandes momentos será a abertura oficial no Teatro Municipal, no dia 27, com palestras da Cacica Jaqueline e da professora doutora Patrícia Bianchi, trazendo reflexões importantes sobre questões socioambientais e culturais”, afirmou o secretário adjunto do Meio Ambiente, Jonatas Miguel.
Durante a atividade de plantio, no primeiro dia de ação, equipes da Secretaria de Meio Ambiente realizaram orientações técnicas sobre a escolha das espécies e a adequação dos espaços escolares para o desenvolvimento das árvores.
O chefe de seção da Secretaria de Meio Ambiente, Guilherme Fahrat, explicou que cada unidade escolar recebe uma análise específica antes da implantação das mudas.
“Realizamos uma avaliação prévia em cada escola para entender a infraestrutura, as áreas disponíveis e as condições adequadas para o plantio. As espécies escolhidas são nativas da Mata Atlântica, frutíferas e selecionadas de forma técnica, considerando crescimento, raízes e segurança das crianças”, explicou.
Segundo Fahrat, a seleção das árvores também levou em conta fatores de segurança e adaptação ao ambiente escolar.
“Evitar espécies com espinhos, sementes grandes ou caroços foi uma preocupação importante, principalmente nas áreas destinadas às crianças menores. Tudo foi pensado para unir educação ambiental, segurança e valorização da biodiversidade local”, completou.
A programação do 15º FEMA contará com palestras, oficinas, exposições, atividades culturais, ações educativas e encontros com comunidades tradicionais, envolvendo estudantes, moradores, pesquisadores e visitantes ao longo das próximas semanas.