
Professores de Arte e Educação Física da rede municipal de ensino de Ubatuba participaram, nesta semana, de uma imersão pedagógica voltada à integração entre movimento, estética, cultura e práticas corporais. A formação aconteceu no espaço do Instituto Cultural Araponga e coordenada por Rosa Adriana e Fábio Campana, com foco na ampliação do repertório pedagógico dos docentes.
A proposta teve como eixo central a dança como ferramenta de integração curricular, aproximando os “saberes do corpo” dos “saberes da estética e da cultura”. Durante a formação, os professores participaram de atividades práticas e vivências que demonstraram como as linguagens corporais podem ser trabalhadas em sala de aula de forma lúdica, significativa e conectada à realidade dos estudantes.
A programação contou com a participação da professora Marina Rolim e dos professores Paulo Moisés e Tomás Bastos, que conduziram experiências voltadas a diferentes linguagens artísticas e corporais. A presença do Grupo Fandango Caiçara também marcou a formação, proporcionando aos participantes um contato direto com as tradições culturais de Ubatuba e com a valorização da identidade caiçara.
Outro destaque da imersão foi a abordagem da Educação das Relações Étnico-Raciais, em conformidade com a Lei Federal nº 10.639/2003. A formação incluiu vivências relacionadas à cultura afro-brasileira e ao hip hop, fortalecendo o compromisso da rede municipal com uma educação mais inclusiva, diversa e representativa.
“A imersão reforça a importância de aproximar Arte e Educação Física, mostrando que o corpo também é linguagem, expressão, cultura e aprendizagem. Quando o professor vivencia essas práticas, ele amplia seu repertório e leva para a escola novas formas de trabalhar movimento, identidade, pertencimento e respeito à diversidade”, destacou o coordenador de Educação Físico Escolar, Fábio Campana.
“Quando unimos a dança, as expressões corporais e os saberes tradicionais, fortalecemos uma educação mais sensível, criativa e conectada com a realidade dos nossos alunos. É uma oportunidade de ampliar repertórios e valorizar as múltiplas linguagens dentro da escola”, destacou Rosa Adriana.
Mais do que uma atividade teórica, o encontro foi marcado pela experimentação prática e pela participação ativa dos docentes. A proposta de “corpo presente” permitiu que os professores vivenciassem as atividades antes de aplicá-las com os estudantes, fortalecendo a segurança pedagógica e a criatividade no planejamento das aulas.