
Desde a manhã de terça-feira, 30, os exames de radiografia realizados na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Maranduba, no Pronto Atendimento (PA) Ipiranguinha e na Santa Casa de Ubatuba passaram a integrar um único histórico de imagens, acessível pelos profissionais autorizados nas três unidades de saúde.
A atualização foi implantada pelos setores de Tecnologia da Informação (TI) e Qualidade da Secretaria de Saúde, em conjunto com a empresa responsável pelo sistema PACS, utilizado para o armazenamento e gerenciamento de exames de diagnóstico por imagem.
Com a integração, os exames realizados em qualquer uma das unidades ficam disponíveis para consulta nas demais, permitindo que médicos e equipes assistenciais tenham acesso ao histórico radiológico do paciente durante o atendimento. Em média, a rede realiza cerca de 5.460 exames de raio-X por mês, sendo aproximadamente 3.500 no pronto-socorro da Santa Casa, 500 exames eletivos na instituição, 620 no PA Ipiranguinha, 100 eletivos na unidade, 700 na UPA Maranduba e outros 40 exames eletivos na unidade da região sul.
A medida assegura a continuidade da assistência ao possibilitar que as decisões clínicas sejam tomadas com base em um conjunto mais completo de informações, reduzindo a necessidade de repetição de exames quando já houver imagens disponíveis e contribuindo para maior segurança na avaliação dos casos. O sistema também padroniza o armazenamento das imagens, melhora a rastreabilidade dos exames e facilita a comunicação entre os serviços de saúde, benefícios reconhecidos como parte das principais vantagens da utilização de plataformas integradas de diagnóstico por imagem.
De acordo com o diretor técnico da Santa Casa, Sérgio Vogel, a integração fortalece a chamada interoperabilidade entre os serviços de saúde, permitindo que as informações acompanhem o paciente durante seu percurso na rede de atendimento. “A construção da hipótese diagnóstica é resultado da soma das informações obtidas pelo médico durante a avaliação do paciente, e o raio-X é uma dessas informações. Quando o paciente é encaminhado de outra unidade para a Santa Casa ou de uma unidade básica para um pronto atendimento, o médico consegue visualizar os exames anteriores, compará-los e avaliar se há necessidade de realizar um novo exame ou se as imagens já existentes são suficientes para complementar a investigação clínica, definir a hipótese diagnóstica e estabelecer a conduta mais adequada para o paciente”, explicou.
A adoção desse modelo acompanha uma prática já utilizada em outras redes públicas de saúde. Em Santarém, no Pará, o sistema PACS também foi implantado inicialmente na Unidade de Pronto Atendimento, permitindo o compartilhamento das imagens radiológicas entre os setores da unidade. Posteriormente, a integração foi ampliada para o Hospital Municipal e o Pronto-Socorro do município. Conforme informou a equipe da Saúde de Santarém, a iniciativa contribuiu para a organização do histórico dos pacientes, facilitou a comunicação entre as equipes, melhorou a qualidade da visualização das imagens e reforçou a continuidade da assistência, com impactos positivos na segurança dos pacientes e no apoio às decisões clínicas.
Ainda segundo Vogel, a integração também representa um avanço na organização dos fluxos entre as unidades da rede municipal. “A medida é parte do compromisso contínuo com a excelência assistencial e a otimização dos fluxos operacionais entre a Santa Casa e as demais unidades de referência da Saúde que realizam o serviço”, concluiu.