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Defesa Civil investiga alteração na água do Rio Indaiá

Defesa Civil investiga alteração na água do Rio Indaiá

A Defesa Civil está acompanhando de perto a situação relatada por moradores sobre a alteração na cor da água do Rio Indaiá, na região da Barra Seca. Desde os primeiros avisos que surgiram, os agentes foram a campo para conversar com a vizinhança, ouvir quem conhece bem a história do lugar e entender um pouco mais sobre a situação.

Durante as vistorias, que passaram por bairros como o Casanga, Taquaral e a Fazenda do Cacau, a equipe constatou que a água apresenta alteração em alguns pontos, mas continua totalmente límpida em vários outros locais da região. Uma das primeiras preocupações levantadas era se o problema teria relação com as obras de desassoreamento do rio. 

No dia 20 de setembro, a Defesa Civil de Ubatuba  iniciou uma série de ações de campo voltadas à prevenção de alagamentos na bacia hidrográfica do Rio Indaiá, com o levantamento da área com o uso de drone, reunindo informações para subsidiar as intervenções previstas no local. Os trabalhos contam com o apoio da Secretaria de Habitação e integram a Operação Preparação para Eventos Climáticos. Saiba mais em: https://www.ubatuba.sp.gov.br/noticias/defesacivilindaia26/ 

No entanto, a vistoria técnica desta segunda, 05, constatou que a mancha e o tom barrento vêm de pontos bem mais acima de onde o serviço está sendo feito (na altura do núcleo Angelim), e o próprio trabalho da prefeitura serve justamente para retirar areia do leito sem causar esse tipo de impacto.

O que a engenharia e as equipes apontam até agora, após subirem o rio até a cota 95 — limite do acesso terrestre —, é que a coloração e o excesso de sedimentos podem ser fruto de um desprendimento natural ou erosivo de massa de saibro e placas de barro de áreas mais altas, impulsionado pelas condições da bacia. “Para tirar qualquer dúvida e chegar à origem exata dessa lama, já estamos em contato com a Secretaria do Meio Ambiente para planejar um monitoramento aéreo com drone assim que o tempo firmar”, explicou o técnico da Defesa Civil, Rafael Pinheiro.

O trabalho tem sido feito lado a lado com a comunidade e lideranças locais e moradores do entorno que lutam pela preservação do mangue. “Esse diálogo franco e transparente tem garantido que a população saiba exatamente o que as equipes estão investigando, mostrando o compromisso da gestão em cuidar do meio ambiente, ouvir os moradores e mantê-los informados”, afirmou o diretor de Gestão da Defesa Civil, Alexandre Napoli.

 

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