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Ubatuba terá ação de vacinação contra Febre Amarela e Sarampo no sábado, 07

Ubatuba terá ação de vacinação contra Febre Amarela e Sarampo no sábado, 07

Para ampliar a cobertura vacinal e reduzir o número de pessoas suscetíveis à Febre Amarela e Sarampo, a Vigilância Epidemiológica de Ubatuba realiza uma ação de imunização no próximo sábado, 07. A agenda acontece no Calçadão, que fica na região central, das 9h às 16h.

O foco da estratégia é a imunização com a vacina contra a febre amarela, seguindo rigorosamente os intervalos por faixa etária e as orientações para quem recebeu a dose fracionada em 2018.

A ação inclui também a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) para crianças, jovens, adultos não vacinados e profissionais de saúde.

“É importante que as pessoas compareçam no local com documento com foto e o cartão de vacinação, caso tenha. Entretanto, para as crianças, a apresentação da carteirinha é obrigatória”, explicou a enfermeira coordenadora da Viep, Alyne Ambrogi.

De acordo com o diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, Eder Gatti, a intensificação da vacinação é fundamental para a prevenção. “A vacinação é a principal ferramenta de proteção. Ao reforçar as ações em grandes centros urbanos, conseguimos interromper cadeias de transmissão e proteger a população de forma coletiva”, destacou.

Quem não pode se vacinar

A principal contraindicação absoluta para ambas recai sobre pessoas com o sistema imunológico severamente comprometido, seja por doenças como o HIV em estágio avançado, câncer em tratamento quimioterápico ou pelo uso de medicamentos imunossupressores e corticoides em doses elevadas, gestante e lactantes de bebês com até 6 meses de vida.

Além disso, indivíduos que já apresentaram uma reação alérgica grave, como a anafilaxia, a doses anteriores dessas vacinas ou a algum de seus componentes específicos, como a proteína do ovo (presente na de febre amarela) ou a gelatina e a neomicina, não devem ser vacinados.

No caso específico da vacina contra a febre amarela, existem restrições adicionais importantes que exigem cautela. Pessoas com histórico de doenças autoimunes ou problemas na glândula timo, como miastenia gravis ou timoma, apresentam um risco aumentado de reações adversas graves e geralmente são orientadas a evitar o imunizante.

Febre amarela

A Viep já vem intensificando a vacinação contra febre amarela desde o fim de 2025 e continua em 2026, com foco especial em moradores que receberam dose fracionada da vacina em 2017/2018, que devem atualizar para a dose plena ou padrão, que garante proteção duradoura; pessoas a partir de nove meses de idade, que devem ter situação vacinal atualizada; pessoas que receberam apenas uma dose antes dos cinco anos e devem tomar uma dose de reforço e pessoas com mais de cinco anos e que ainda não foram vacinadas ou só possuem a dose fracionada devem receber uma dose única.

A febre amarela é uma doença grave e pode ser fatal. Trata-se de uma doença infecciosa causada por um vírus transmitido pela picada de um mosquito infectado. Não há transmissão direta de pessoa a pessoa. Seus sintomas iniciais são febre com calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores musculares, vômitos e fraqueza. A doença é considerada uma arbovirose, assim como a dengue, zika e chikungunya.

Sarampo

A imunização contra o sarampo integra o Calendário Nacional de Vacinação e prevê a aplicação da primeira dose aos 12 meses, com a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, e a segunda dose aos 15 meses, com a vacina tetra viral, que inclui também a varicela. Pessoas de cinco a 29 anos devem receber duas doses com intervalo mínimo de 30 dias, sendo consideradas vacinadas aquelas que comprovarem duas doses da tríplice viral. Pessoas de 30 a 59 anos devem receber uma dose, sendo consideradas vacinadas aquelas que comprovarem uma dose da tríplice viral. Trabalhadores da Saúde devem receber duas doses da tríplice viral, independentemente da idade, conforme a situação vacinal, sendo considerados vacinados os que comprovarem duas doses.

As ações integram as medidas adotadas pelo Ministério da Saúde para impedir a reintrodução do sarampo no Brasil. Desde 2024, o país é considerado livre da circulação endêmica do vírus pela Organização Pan-Americana da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde. Em novembro de 2025, o Brasil recebeu novo reconhecimento pela manutenção dessa condição.

Entretanto, em 2025, foram confirmados 38 casos importados de sarampo no país, em sua maioria relacionados a viagens internacionais ou contato com áreas com baixa cobertura vacinal. No estado de São Paulo, até dezembro, foram registradas 1,4 mil notificações da doença, das quais 359 ocorreram no município, com dois casos importados confirmados.

Ao longo de 2025, o Ministério da Saúde intensificou a vacinação contra o sarampo em diferentes regiões, incluindo estados de fronteira com a Bolívia, o Paraguai e o Uruguai, em razão do risco de circulação do vírus. No mesmo período, mais de 24 milhões de doses foram distribuídas aos estados, das quais mais de oito milhões foram aplicadas. Para São Paulo, foram enviadas cinco milhões de doses, com 1,7 milhão de aplicações registradas até a segunda quinzena de janeiro de 2026.

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