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Reunião estabelece fluxo de atendimento da Influenza Aviária

Reunião estabelece fluxo de atendimento da Influenza Aviária

A Vigilância em Saúde de Ubatuba promoveu uma reunião com diferentes órgãos do município para definir medidas de apoio e o fluxo de atendimento para casos de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade. A cidade contabiliza dois focos da doença em aves marinhas da espécie trinta-réis-real e trinta-réis-de-bando.

Participaram do encontro representantes da Polícia Ambiental, Instituto Argonauta, Vigilância Epidemiológica, Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e Secretaria Municipal de Pesca e Agricultura. Durante a conversa, o grupo estabeleceu a necessidade de criação de um espaço transitório emergencial para o primeiro atendimento de animais com suspeita de Influenza Aviária. Outras medidas debatidas foram a aquisição de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e a divulgação de ações preventivas para a população.

“A reunião teve o propósito de reforçar a integração dos serviços no município e entender como cada órgão pode colaborar. Com a possibilidade de aumento de casos de Influenza Aviária se faz necessário estarmos preparados e alinhados para reduzir os riscos de contágio em seres humanos”, explicou o diretor da Vigilância em Saúde, Neilton Nogueira.

De acordo com o protocolo do Ministério da Agricultura e Pecuária, o exame laboratorial para confirmação de focos da Influenza Aviária é necessário a cada nova espécie de ave suspeita no município, mas quando os sintomas da doença são identificados em grupos da mesma espécie e na mesma cidade, a confirmação se dá por critério clínico epidemiológico, sem a necessidade de novos exames.

O que fazer ao encontrar uma ave doente ou morta

Para a população, a recomendação é evitar o contato com aves doentes ou mortas e acionar imediatamente os órgãos competentes para o devido registro e suporte. A pessoa que encontrar uma ave com indícios de desconforto respiratório, diarreia ou confusão neurológica deve seguir as devidas orientações:

  • Ao encontrar uma ave debilitada ou morta, não se aproxime;
  • Em caso de aves marinhas ligue para o Instituto Argonauta no telefone (12) 99785-3615 ou 0800 642 3341. Para aves silvestres ou sinantrópicas, acione o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Ubatuba pelo contato (12) 3832-6810;
  • Faça uma observação distante e fotografe ou filme o comportamento do animal, mas sem se aproximar da ave;
  • Busque isolar a área e impedir o acesso de pessoas e outros animais. Aguarde a chegada da equipe técnica.

Sintomas da doença

A transmissão da Influenza Aviária para humanos se dá pelo contato direto ou indireto com aves infectadas ou suas secreções e, até o momento, não há registro de transmissão da doença de pessoa para pessoa.

Os sintomas da Influenza Aviária são parecidos com os da gripe comum e incluem dor de garganta e no corpo, febre, tosse e secreção nasal. A atenção se deve para evitar a evolução da doença para insuficiência respiratória e até falência múltipla dos órgãos. Em caso de surgimento dos sintomas gripais, a pessoa que teve contato com animal suspeito deve procurar por um serviço de saúde de urgência e informar a exposição.

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