Secretaria de Saúde de Ubatuba realiza trabalho de prevenção ao tracoma

Secretaria de Saúde de Ubatuba realiza trabalho de prevenção ao tracoma

As equipes da Atenção Básica e da Vigilância em Saúde de Ubatuba, em parceria com a secretaria estadual de Saúde, vêm realizando desde junho um trabalho de prevenção ao tracoma, doença inflamatória ocular, provocada pela bactéria Chlamydia trachomatis. A ação faz parte de um trabalho que tem o objetivo de erradicar o tracoma e está sendo feito em vários municípios do estado como, por exemplo, Ilha Comprida e Campos do Jordão.

Setores dos seguintes bairros foram sorteados por amostragem pela secretaria de Saúde do Estado:  Figueira, Sesmaria, Rio Escuro, Marafunda, Ipiranguinha, Ponta Aguda, Caçadoca, Maranduba e Sertão do Ingá. No primeiro momento, os agentes realizam uma espécie de censo sanitário, visitando todas as ruas dos bairros selecionados, levantando o número atualizado de número de domicílios, quantos estão ocupados, quantos são de uso eventual, se há ruas novas, entre outros aspectos. Caso as pessoas não estejam no momento da visita, os agentes agendam visita para um segundo momento.

Naqueles domicílios onde há crianças com idade entre 1 ano e 9 anos, 11 meses e 29 dias, é realizado o teste de acuidade visual em todas as pessoas da residência.  Na etapa seguinte, uma equipe de profissionais de Enfermagem com especialização na detecção de tracoma virá ao município para realizar o exame clínico da pálpebra tanto das crianças, como também dos adultos que vivem com ela.

Segundo a Vigilância em Saúde de Ubatuba, o município nunca registrou casos de tracoma. “É preciso saber se isso é devido à baixa circulação da doença ou à subnotificação”, explica Patricia Sanches, da supervisão de Vigilância em Saúde. Ela acrescenta que não há data confirmada ainda para a vinda dos profissionais responsáveis pelo exame das pálpebras, mas a previsão é de que sejam realizados entre agosto e setembro para pálpebra.

Saiba mais

O tracoma é um tipo de conjuntivite e ocorre em áreas de maior concentração de pobreza, onde as condições de saneamento básico e acesso à água são deficientes. Se não for tratada, a doença pode levar a graves deficiências visuais e à cegueira. A doença atinge principalmente crianças menores de 10 anos de idade e os sintomas mais frequentes são sensibilidade à luz, olhos lacrimejando, coceira.

A doença é transmitida pelo contato direto de pessoa a pessoa ou por meio de compartilhamento de objetos contaminados de uso domésticos, como lençóis e toalhas.

O tracoma deixa a pálpebra inflamada e cheia de folículos – pequenas bolinhas que, ao serem tratadas, regridem e formam pequenas cicatrizes. O risco de cegueira vem quando há infecções repetidas e sem tratamento que levam a pálpebra a se inverter e ao crescimento dos cílios para o lado de dentro do olho, arranhando a córnea e podendo evoluir para baixa acuidade visual ou até mesmo cegueira.

A doença pode ser evitada com medidas simples como higiene frequente das mãos e do rosto e evitar o compartilhamento de objetos de uso pessoal também pode ajudar. Em casos de sinais da doença, é necessário buscar o quanto antes uma Unidade de Saúde para iniciar o tratamento o mais rápido possível.