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Maria Júlia Rocha: “O ballet foi uma salvação na minha vida”

Maria Júlia Rocha: “O ballet foi uma salvação na minha vida”

Maria Júlia de Oliveira Rocha é bailarina da Oficina da Fundart há 10 anos e, atualmente, professora da Oficina de Ballet para crianças a partir dos seis anos.

Ela começou a fazer aulas de ballet em 2006 por causa do pai, que era totalmente encantado pela modalidade. Em seu segundo ano de aulas, começou a gostar.

O tempo foi passando e as oportunidades de competições também chegaram – foi assim que ela nunca mais parou de dançar e já viajou com a Companhia de Ballet para participar de grandes festivais, inclusive no exterior –  como a “Valentina Kozlova International Ballet Competition”, que acontece em Nova Iorque.

Maju, como é chamada, valoriza sua permanência em Ubatuba, bem como a realização de eventos de dança locais. “Enquanto eu estiver por aqui, o que eu puder eu quero fazer. Quero poder viajar com o ballet, participar de grandes festivais igual a viagem que a gente fez em abril (em Nova York). O legal dos festivais é que a gente consegue conhecer pessoas de fora, outros tipos de dança. É maravilhoso esse intercâmbio e precisava ter mais disso aqui em Ubatuba. O festival foi uma ótima ideia”, afirma.

Dança Ubatuba

A bailarina conta que o grupo se preparava para participar do festival de Dança de São Sebastião, cuja organização foi a mesma do realizado em Ubatuba. “Quando soubemos que nossa cidade iria sediar um evento semelhante, movimentamos para poder apresentar aqui. Além de muito unidas, ficamos muito felizes de ver nossos familiares, amigos e até alunas nos prestigiando”, relata.

Maju foi campeã do “Dança Ubatuba” na categoria “Solo Repertório Amador” – com a coreografia Rainha das Dríades – repertório de Dom Quixote. “Quando danço, meu objetivo é fazer as pessoas esquecerem dos problemas. Quando estou no palco, sou a pessoa mais feliz do mundo e me sinto muito realizada, então, quero que as pessoas sintam o que estou sentindo”, revela a jovem.

Além de toda essa beleza e emoção, Maju diz que os bastidores da vida de bailarina são desafiadores. Horas de ensaio, esgotamento físico e mental, principalmente quando é preciso ensaiar para várias coreografias. Por isso, ela destaca o apoio dos pais, que além de suporte emocional e incentivos, atuam no que precisa, principalmente em conduzí-la nos trajetos entre FundArt e cursinho pré-vestibular.

“O ballet foi uma salvação na minha vida. Exige muita disciplina e dedicação – coisas que a gente usa na nossa vida também. É difícil, é pra corajosos. Não é todo mundo que aguenta, é uma pressão psicológica. É um cansaço, é estressante, mas a recompensa, para mim vale à pena, porque no final a gente ganha os aplausos das pessoas e o reconhecimento- é o que eu busco”, comenta Maju.

Futuro

A jovem bailarina pretende prestar vestibular para medicina veterinária, mas não imagina sua vida sem a dança. “Acho que ainda não consigo imaginar minha vida sem a dança. Sei que quando eu for fazer faculdade terei que dar um tempo, então acho que não vai ser agora”, diz.

Ela ainda completa dizendo que o pai é seu maior fã e que, por ele, ela viveria da dança eternamente. “Minha mãe também me apoia, mas ela é quem me mantém com os pés no chão”, finaliza a jovem.

 

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